Um Novo Capítulo no Japão: Das Filipinas ao Colorkrew
Quando comecei a mirar em trabalhar no Japão como engenheiro de software, sabia que o caminho não seria fácil. A jornada foi repleta de várias rodadas de entrevistas, cada uma me dando uma melhor noção da empresa e de suas pessoas. O que mais se destacou nessas sessões foi a abertura e transparência de todos. Essa honestidade — rara em muitos ambientes corporativos — foi uma grande parte do motivo pelo qual senti que a Colorkrew era o lugar certo para mim.
Primeiras Impressões e o Choque Cultural Que Não Foi
Como muitos recém-chegados, me preparei para uma adaptação difícil. Foi a primeira vez que trabalhei em um ambiente híbrido e a primeira vez que moro tão longe de casa. Eu esperava que os dias parecessem isolados, o ambiente de trabalho formal demais e a comunicação difícil, especialmente entre culturas. Mas a realidade acabou sendo bem diferente.
A comunicação foi fácil e natural, com pessoas felizes em compartilhar ideias e aprender sobre as culturas umas das outras. Na minha primeira semana, colegas de equipe me convidaram para almoçar e conversamos sobre comida dos nossos países de origem. Nas reuniões, as pessoas também pediam minha opinião, mesmo eu sendo nova, o que me fez sentir bem-vinda.
A empresa também organizou uma festa de boas-vindas e, depois, uma festa de reconhecimento de engenharia. Esses eventos me ajudaram a conhecer mais pessoas, celebrar pequenas conquistas e me sentir parte da equipe. Não parecia a empresa japonesa tradicional que eu havia imaginado. Em vez disso, era amigável e cheia de energia. Mesmo em stand-ups diários, às vezes compartilhamos piadas ou torcemos pelo progresso de alguém, o que torna o trabalho motivador e divertido.
Três Meses Depois
Depois de três meses na Colorkrew, já consigo sentir o quanto cresci. Aprendi a me comunicar e trabalhar melhor com os outros, especialmente durante o desenvolvimento com QAs e gerentes de produto. Por exemplo, discutir uma funcionalidade com um QA me ensinou a ver as coisas pela perspectiva do usuário, enquanto reuniões com gerentes de produto me ajudaram a entender o "porquê" por trás das tarefas.
Também pude melhorar minhas habilidades técnicas graças à mentoria e às práticas da nossa equipe. As revisões de código me mostraram formas melhores de estruturar meu código, sessões de programação em dupla me deram aprendizado prático com colegas de equipe, e os seminários técnicos quinzenais introduziram novas ferramentas e ideias que eu não teria descoberto sozinho.
O mais importante é que as tarefas ficam cada vez mais desafiadoras e interessantes. Desde corrigir pequenos bugs no início até agora trabalhar em recursos maiores, cada etapa me manteve motivado e animado para continuar aprendendo.
Olhando para Frente
Estar longe de casa sempre terá seus desafios, mas trabalhar em um ambiente tão aberto e acolhedor torna a distância mais fácil de suportar. Olhando para frente, quero continuar aprimorando tanto minhas habilidades técnicas quanto pessoais. No lado técnico, gostaria de me aprofundar no design de sistemas e escrever códigos mais limpos e eficientes. No lado pessoal, quero melhorar em compartilhar minhas ideias claramente com a equipe e assumir mais responsabilidades nos projetos.
Sei que os desafios que virão só vão aumentar, mas isso me anima. Seja liderando uma parte de um longa, explorando novas tecnologias ou ajudando outros do jeito que meus mentores me ajudaram, quero continuar crescendo passo a passo. Essa jornada está apenas começando, e estou ansioso para ver o que vem a seguir.